Cor meum est sol

Autor: Kevin (O corvo)

Eu buscava ser o Sol.
Pois é, espalhar luz sabe? Alegria.
Aquecer aqueles que tem frio.
Proteger aqueles que temem as sombras.

Era uma missão, um propósito de vida.
Mas eu exagerava, eu me recusava a deixar a noite vir.
Eu me recusava a seguir a ordem natural das coisas.
Eu queria brilhar nos ceus 24 horas.

Eu era tolo e teimoso, não enxergava oque minhas ações faziam.
Os anos se passaram e minha luz secou a terra.
Eu vi o lindo verde do mundo morrer e virar um deserto sem vida.
Eu não entendia o porquê, eu devia brilhar mais forte? Como eu consertaria isso?

E então veio o primeiro eclipse, pela primeira vez fui forçado a parar de brilhar.
Ele durou meses, me sentia sozinho... impotente.... mas acima de tudo amedrontado .
Eu temia oque as sombras fariam a minha terra, a todos que ficaram sem minha luz.
Mas quando o eclipse se foi...eu vi vida. Sim, vida.

Tudo estava verde denovo e a vida corria pela face do mundo.
Assim eu entendi, entendi a importância da noite.
Não importa por quanto tempo eu brilhe, sempre terão resquícios de sombra.
Brilhar mais não era a solução, brilhar na hora certa que trazia todo o bem.

Eu devo deixar que a noite caia sobre a terra as vezes.
Deixar o silêncio e as sombras colocarem a terra pra dormir.
Nunca mais o meu orgulho queimará a superfície desse mundo.
Pois o sol que brilha demais, só machuca a vida que quer tanto proteger.

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